O que muda com o Enem digital?

Entenda como as recentes mudanças anunciadas pelo MEC afetarão o Enem

 

 

O Ministério da Educação (MEC) anunciou alterações significativas na principal prova do país, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A proposta irá tornar o Enem 100% digital, de forma gradativa, até 2026. No próximo ano, já será iniciado um teste com 50 mil estudantes em 15 capitais brasileiras: Belém-PA, Belo Horizonte-MG, Brasília-DF, Campo Grande-MS, Cuiabá-MT, Curitiba-PR, Florianópolis-SC, Goiânia-GO, João Pessoa-PB, Manaus-AM, Porto Alegre-RS, Recife-PE, Rio de Janeiro-RJ, Salvador-BA e São Paulo-SP.

“Mudanças, inicialmente, causam certo desconforto. Para alunos que desde os anos iniciais realizam provas em papel, uma prova digital, ainda mais com um peso tão grande como a do Enem, pode assustar. Entretanto, se o projeto for construído com estudo e segurança, temos a chance de modernizar não só a forma com que a prova é aplicada, mas também o seu conteúdo, adequando-o à realidade atual”, afirma Vitor Salvucci Ricci, coordenador do Curso Poliedro na cidade de Campinas-SP.

O coordenador também elaborou respostas para as principais dúvidas dos estudantes. Confira abaixo como vai ficar o Enem:

 

  • O que é uma aplicação digital?

O projeto apresentado pelo MEC para digitalizar o Enem pretende transformar as aplicações físicas em virtuais, algo parecido com o que acontece com os exames teóricos do Detran. Em uma data agendada, o candidato irá ao local indicado e fará a prova em um computador. O candidato não terá acesso a outros programas no momento da prova (como uma calculadora, por exemplo), nem à Internet.

 

  • O que muda para quem presta o Enem em 2019?

Absolutamente nada! As provas continuam em papel, com a aplicação oficial nos dias 03 e 10 de novembro de 2019.

 

  • Quais as mudanças nos próximos anos?

Já em 2020, os candidatos que prestarem o Enem poderão, no momento da inscrição, indicar se gostariam de realizar a prova digital. A aplicação acontecerá nos dias 11 e 18 de outubro de 2020 e estará disponível em 15 capitais brasileiras. Caso ocorra qualquer problema, o estudante terá direito a participar da prova (em papel) aplicada nos dias 1º e 8 de novembro do ano que vem. A partir de 2021, o MEC pretende expandir o projeto. Além da aplicação tradicional do Enem, teremos um aumento no número de vagas disponíveis para as provas digitais.

Os candidatos continuarão optando pelo tipo de aplicação no momento da inscrição. O cronograma anunciado prevê duas aplicações digitais em 2021 e até quatro, de 2022 a 2025. A partir de 2026, o Enem será 100% digital. As provas em papel deixarão de existir. Com o projeto escalonado, a intenção do MEC é aplicar várias provas digitais ao longo do ano.

 

  • Quais as vantagens da aplicação digital?

Atingindo-se o sucesso na digitalização, algumas vantagens podem ser destacadas:

  • Ganho ambiental

Com o Enem 100% digital, não há necessidade da impressão de provas, o que representa um ganho ambiental devido à economia de papel.

 

  • Agilidade na correção

Com a eliminação dos cartões-resposta e folhas de Redação, toda informação da prova do candidato já estará no computador. O processo de correção ficará mais rápido, uma vez que não será mais necessário o deslocamento dos materiais até o local onde serão digitalizados.

 

  • Modernização da prova

Uma prova digital permite questões mais modernas. Você já imaginou fazer uma questão que apresenta um gráfico interativo ou um áudio? Já pensou ter uma reportagem em vídeo como parte dos textos motivadores para a sua Redação? Isso será possível.

 

  • Economia financeira

A aplicação do Enem 2019 custará R$ 500 milhões. Além do custo de impressão, há um custo com a logística de distribuição e recolhimentos das provas pelo país. A economia financeira proporcionada pelas aplicações digitais permite que mais provas sejam aplicadas ao longo do ano e que mais cidades e, consequentemente, mais candidatos, possam participar do exame.

 

  • Provas específicas

A digitalização do Enem acontecerá em paralelo com a implantação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) no novo Ensino Médio, em que os alunos escolherão entre cinco itinerários formativos: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Técnico. De forma simplificada, é o equivalente a pensar que eles terão uma carga horária obrigatória no Ensino Médio e, no contraturno, as disciplinas extras que compõem o itinerário formativo escolhido.

O Enem digital poderá adaptar-se a esse novo cenário. Um candidato formado no itinerário de Matemática, por exemplo, poderá encarar um exame com mais questões dessa disciplina. Seria o primeiro passo para que o Enem criasse provas específicas com base na formação dos estudantes.

 

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