Socioemocional
Educação socioemocional: como integrá-la à rotina da sua escola
Publicado em 14 de julho de 2025Atualizado em 07 de agosto de 2026.

A inclusão da educação socioemocional na Base Nacional Comum Curricular reforçou uma compreensão cada vez mais presente nas escolas: educar crianças e adolescentes envolve muito mais do que desenvolver habilidades cognitivas.
Afinal, não é possível pensar na formação dos estudantes sem considerar que eles sentem, convivem, enfrentam conflitos, constroem vínculos, lidam com frustrações e tomam decisões todos os dias. Nesse contexto, a escola ocupa um papel essencial. Além de promover a aprendizagem acadêmica, é na rotina escolar que os alunos aprendem a colaborar, respeitar diferenças, reconhecer emoções, resolver conflitos e compreender melhor a si mesmos e aos outros.
Ao longo deste artigo, você vai entender o que é educação socioemocional, quais competências ela desenvolve, como aplicá-la no currículo e quais cuidados são importantes para que esse trabalho aconteça de forma intencional, contínua e alinhada ao projeto pedagógico da escola.
Também vamos mostrar como programas estruturados, como o Conviver e Integrar, podem apoiar escolas de diferentes redes de ensino na implementação prática da educação socioemocional, independentemente do material didático ou sistema utilizado.
Navegue pelo artigo:
- O que é educação socioemocional?
- Por que a educação socioemocional é importante para os estudantes?
- Quais são as competências socioemocionais?
- O que a BNCC diz sobre educação socioemocional?
- Como integrar a educação socioemocional ao currículo escolar?
- Educação socioemocional na Educação Infantil
- Quais são os principais desafios da educação socioemocional na escola?
- Como avaliar o desenvolvimento socioemocional dos alunos?
- Como envolver as famílias na educação socioemocional?
- Por que adotar um programa estruturado para a sua escola?
- Conviver e Integrar: o programa socioemocional para a sua escola
O que é educação socioemocional?
A educação socioemocional é o processo de desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais que ajudam crianças e adolescentes a reconhecerem suas emoções, lidarem com desafios, construírem relações saudáveis e tomarem decisões de forma responsável.
No contexto escolar, isso significa criar experiências pedagógicas que contribuam para que os estudantes aprendam a:
- identificar o que sentem;
- expressar emoções de forma adequada;
- lidar com frustrações;
- respeitar opiniões diferentes;
- desenvolver empatia;
- colaborar com colegas;
- resolver conflitos;
- agir com responsabilidade;
- construir autonomia.
Em outras palavras, a educação socioemocional ajuda o aluno a se relacionar melhor consigo mesmo, com os outros e com o mundo.
Esse trabalho é especialmente importante porque a escola é um espaço de convivência intensa. Nela, diferentes histórias, comportamentos, expectativas e formas de pensar se encontram todos os dias. Por isso, promover escuta, respeito, cooperação e empatia contribui para fortalecer a cultura escolar e reduzir conflitos.
Quando bem planejada, a educação socioemocional não acontece apenas em momentos pontuais. Ela passa a fazer parte da rotina, do currículo, das práticas pedagógicas e da forma como a escola se relaciona com estudantes, famílias e educadores.
O Conviver e Integrar parte justamente dessa visão: integrar a dimensão cognitiva à dimensão socioemocional para apoiar o desenvolvimento integral dos estudantes de forma estruturada, prática e alinhada à realidade escolar.
Veja os resultados práticos do Conviver e Integrar em uma escola:
Qual é o significado de socioemocional?
O termo socioemocional une duas dimensões fundamentais da formação humana:
- social: relacionada à convivência, comunicação, cooperação, empatia, respeito e participação em grupo;
- emocional: relacionada ao reconhecimento, compreensão e manejo das próprias emoções.
Assim, quando falamos em desenvolvimento socioemocional, estamos falando da capacidade de compreender emoções, comportamentos e relações.
Na escola, isso envolve tanto o modo como o estudante lida com seus sentimentos quanto a forma como participa da vida coletiva. Um aluno que aprende a ouvir o colega, pedir ajuda, argumentar com respeito, reconhecer seus limites e assumir responsabilidades está desenvolvendo competências socioemocionais.
Esse é um ponto importante para gestores escolares: trabalhar o socioemocional não significa substituir o conteúdo acadêmico. Significa ampliar a formação dos alunos para que eles aprendam melhor, convivam melhor e estejam mais preparados para os desafios da vida.
Educação socioemocional e educação emocional são a mesma coisa?
Os conceitos são próximos, mas não exatamente iguais.
A educação emocional está mais ligada ao reconhecimento e à gestão das emoções. Já a educação socioemocional amplia essa perspectiva, pois inclui também as relações interpessoais, a convivência, a empatia, a tomada de decisão, a responsabilidade e a participação social.
Na prática, a educação socioemocional envolve dimensões emocionais e sociais. Por isso, ela é especialmente relevante no contexto escolar, onde o estudante aprende não apenas individualmente, mas também em grupo.
Por que a educação socioemocional é importante para os estudantes?
A educação socioemocional é importante porque contribui para a formação integral dos alunos. Ela ajuda crianças e adolescentes a lidarem com situações do cotidiano escolar e da vida em sociedade, como conflitos, mudanças, pressões, escolhas e frustrações.
Na escola, essas competências aparecem em situações muito concretas:
- quando um aluno precisa esperar sua vez;
- quando precisa trabalhar em grupo;
- quando recebe uma crítica;
- quando erra uma atividade;
- quando precisa pedir desculpas;
- quando enfrenta uma dificuldade de aprendizagem;
- quando precisa tomar uma decisão;
- quando lida com emoções intensas.
Sem apoio adequado, essas situações podem gerar conflitos, insegurança, desmotivação e dificuldades de convivência. Com intencionalidade pedagógica, elas se tornam oportunidades de aprendizagem.
Impacto na aprendizagem
Os processos emocionais afetam diretamente a aprendizagem. Um estudante que não consegue lidar com ansiedade, frustração ou insegurança pode ter mais dificuldade para se concentrar, participar e persistir diante dos desafios.
Por outro lado, quando a escola ajuda o aluno a desenvolver autoconhecimento, organização, autonomia e persistência, ela também fortalece condições importantes para a aprendizagem acadêmica.
Isso não significa que a educação socioemocional resolva todos os desafios escolares. Mas significa que ela cria um ambiente mais favorável para que os estudantes aprendam, participem e se desenvolvam.
“A gente sempre estimula eles a colocarem em prática aquilo que eles aprendem. E realmente, o Conviver trouxe isso, de ajudar um pouquinho mais nessa ferramenta com a gente, de trazer o que eles aprendem para a vida deles. Isso foi importante.”
Élcio Jacobini, pai do Davi – Poliedro Colégio
Impacto na convivência escolar
A convivência é um dos principais motivos para trabalhar o socioemocional na escola.
Quando os alunos aprendem a reconhecer emoções, respeitar diferenças, dialogar e resolver conflitos, a escola tende a construir um ambiente mais seguro, acolhedor e colaborativo.
Esse trabalho também contribui para:
- reduzir conflitos recorrentes;
- fortalecer vínculos entre estudantes;
- melhorar a comunicação;
- promover empatia;
- estimular a cooperação;
- criar uma cultura de paz.
Para isso, a educação socioemocional precisa estar conectada à cultura escolar. Não basta realizar atividades isoladas. É necessário que o tema esteja presente no planejamento, nas relações, nas práticas de sala de aula e no olhar da equipe pedagógica.
“As coisas dentro da sala de aula vem ficando muito mais tranquilas. A cooperação entre os estudantes, a resiliência, então a gente tem visto uma evolução bem grande entre os alunos.”
Raíssa Delfino – Professora do Ensino Fundamental Anos Iniciais – Poliedro Colégio
Impacto na formação integral
A formação integral considera o estudante em suas dimensões cognitiva, social, emocional, ética e cultural.
Por isso, a educação socioemocional dialoga diretamente com o desenvolvimento de competências importantes para a vida, como:
- responsabilidade;
- autonomia;
- colaboração;
- respeito;
- empatia;
- pensamento crítico;
- tomada de decisão;
- projeto de vida.
Essa visão é especialmente importante para escolas que desejam preparar seus alunos não apenas para avaliações, mas também para a convivência, a cidadania e os desafios do século XXI.
“Ele se inseriu melhor na rotina familiar. Ele conversa mais com a gente, está indo mais tranquilo. Eu acho que ele está mais organizado.
Claudia Renata, mãe do Gabriel – Poliedro Colégio
Quais são as competências socioemocionais?
As competências socioemocionais são capacidades que se manifestam na forma como pensamos, sentimos e nos comportamos. Elas estão ligadas à relação do indivíduo consigo mesmo, com os outros e com o mundo, como descrito em material interno sobre competências socioemocionais.
Um dos modelos mais utilizados para organizar essas competências é o do CASEL, que estrutura a aprendizagem socioemocional em cinco grandes dimensões:
- autoconhecimento;
- autogestão;
- consciência social;
- habilidades de relacionamento;
- tomada de decisão responsável.
Essas dimensões também se conectam às competências gerais da BNCC e podem ser trabalhadas de forma progressiva ao longo da Educação Básica, principalmente quando há um programa estruturado como o Conviver e Integrar, que desenvolve competências como autoconsciência, autogerenciamento, consciência social, habilidades de relacionamento e tomada de decisão responsável.
Autoconhecimento
O autoconhecimento é a capacidade de reconhecer emoções, pensamentos, valores, potencialidades e limites.
Na rotina escolar, essa competência pode ser desenvolvida quando o aluno é convidado a refletir sobre:
- como se sente diante de uma atividade;
- quais são seus pontos fortes;
- quais desafios precisa superar;
- como reage a conflitos;
- o que o motiva;
- quais escolhas quer fazer para seu futuro.
Esse trabalho é importante porque ajuda os estudantes a compreenderem melhor suas atitudes e necessidades. Também contribui para o desenvolvimento da autonomia e do projeto de vida.
“É uma proposta muito interessante porque vai fazer até com que a criança consiga fazer uma reflexão. A gente vai dar nomes. Às vezes a criança não sabe nem o nome da emoção que ela está sentindo, então a gente vai construir esse trabalho emocional junto com a criança.”
Dany Gianotti, professora – Colégio Progresso
Autogestão
A autogestão envolve a capacidade de lidar com emoções, controlar impulsos, organizar tarefas, persistir diante de dificuldades e estabelecer objetivos.
Na escola, essa competência aparece em situações como:
- estudar para uma avaliação;
- manter o foco em uma atividade;
- lidar com frustração;
- reorganizar uma estratégia depois de errar;
- controlar reações impulsivas;
- cumprir combinados.
Para desenvolver a autogestão, o professor pode propor rotinas de planejamento, momentos de reflexão, atividades de resolução de problemas e conversas sobre escolhas e consequências.
Consciência social
A consciência social está relacionada à capacidade de perceber o outro, respeitar diferenças, desenvolver empatia e compreender diferentes contextos. Essa competência é essencial para a convivência escolar, pois ajuda os alunos a reconhecerem que nem todos pensam, sentem ou vivem da mesma forma.
Ela pode ser desenvolvida por meio de:
- debates mediados;
- projetos sociais;
- leitura de histórias;
- análise de diferentes pontos de vista;
- atividades colaborativas;
- discussões sobre cidadania e responsabilidade social.
Habilidades de relacionamento
As habilidades de relacionamento envolvem comunicação, cooperação, escuta, resolução de conflitos e construção de vínculos saudáveis.
Na escola, essas habilidades são trabalhadas todos os dias, especialmente em atividades em grupo, projetos interdisciplinares, rodas de conversa e momentos de convivência.
O professor tem papel fundamental nesse processo, pois atua como mediador das relações e ajuda os alunos a compreenderem formas mais respeitosas e construtivas de interação.
“Ouvir o outro, o que o outro está sentindo, e tomar o cuidado do que ela vai falar e como ela vai falar. E eu vejo uma maturidade nela sendo desenvolvida nisso.”
Viviane Nogueira, mãe da Júlia – Poliedro Colégio
Tomada de decisão responsável
A tomada de decisão responsável envolve avaliar consequências, considerar valores, respeitar o coletivo e fazer escolhas conscientes.
Essa competência pode ser desenvolvida quando a escola propõe dilemas, estudos de caso, projetos de investigação e reflexões sobre situações reais.
Ao aprender a tomar decisões com responsabilidade, o aluno desenvolve pensamento crítico e compreende melhor o impacto de suas ações sobre si mesmo, sobre os colegas e sobre a comunidade.
O que a BNCC diz sobre educação socioemocional?
A BNCC reconhece que a Educação Básica deve promover o desenvolvimento integral dos estudantes. Isso significa considerar não apenas os conhecimentos acadêmicos, mas também aspectos sociais, emocionais, culturais, éticos e cognitivos.
Entre as competências gerais da BNCC, algumas se conectam diretamente à educação socioemocional, como:
- autoconhecimento e autocuidado;
- empatia e cooperação;
- responsabilidade e cidadania;
- trabalho e projeto de vida;
- argumentação;
- comunicação;
- pensamento científico, crítico e criativo.
Na prática, isso reforça que a educação socioemocional não deve ser vista como uma atividade separada do currículo. Ela precisa dialogar com as áreas do conhecimento, com o projeto pedagógico e com a cultura da escola.
É justamente nesse ponto que programas estruturados podem apoiar a gestão escolar. Eles ajudam a transformar princípios amplos em práticas planejadas, com objetivos claros, materiais adequados e formação para a equipe docente.
Como integrar a educação socioemocional ao currículo escolar?
Integrar a educação socioemocional ao currículo escolar significa tratá-la como parte da formação dos estudantes, e não como uma ação pontual ou isolada.
Isso exige planejamento, intencionalidade e continuidade.
Na prática, a escola pode trabalhar o socioemocional de três formas complementares:
- De maneira transversal: quando as competências aparecem em diferentes disciplinas e situações do cotidiano.
- Por meio de projetos específicos: como ações de convivência, mediação de conflitos, rodas de conversa e projetos de vida.
- Com apoio de um programa estruturado: quando a escola utiliza uma solução pedagógica com progressão, materiais, formação e acompanhamento, como o Conviver e Integrar.
Planejamento pedagógico
O primeiro passo é incluir objetivos socioemocionais no planejamento pedagógico.
Isso significa definir quais competências serão trabalhadas, em quais momentos, com quais estratégias e com quais evidências de acompanhamento.
Por exemplo:
- em um projeto de leitura, trabalhar empatia e escuta;
- em uma atividade de Ciências, discutir responsabilidade social;
- em Matemática, refletir sobre tomada de decisão;
- em História, analisar diferentes perspectivas;
- em Educação Infantil, ajudar as crianças a nomearem emoções.
Quando esse planejamento é feito de forma intencional, o socioemocional deixa de depender apenas da sensibilidade individual do professor e passa a fazer parte da proposta pedagógica da escola.
Formação de professores
A formação docente é um dos pontos mais importantes para o sucesso da educação socioemocional. Os professores precisam compreender o conceito, identificar oportunidades no cotidiano, mediar conflitos, criar espaços de escuta e conduzir atividades com segurança.
Além disso, também precisam cuidar do próprio desenvolvimento emocional. Afinal, educadores lidam diariamente com desafios, pressões e demandas diversas.
Por isso, um programa estruturado deve oferecer apoio formativo, orientações práticas e recursos que ajudem o professor a aplicar a educação socioemocional no dia a dia da sala de aula.
Cultura escolar
A educação socioemocional também precisa estar integrada à cultura da escola.
Isso significa que os valores trabalhados com os alunos devem aparecer nas relações entre todos os membros da comunidade escolar.
Uma escola que deseja desenvolver empatia, colaboração e responsabilidade precisa cultivar esses princípios em sua rotina, nos combinados, na comunicação, na relação com famílias e na forma de lidar com conflitos.
Educação socioemocional na Educação Infantil
A educação socioemocional na Educação Infantil é especialmente importante, pois essa etapa é marcada pela descoberta dos sentimentos, pela construção das primeiras relações sociais e pelo desenvolvimento da linguagem emocional.
Crianças pequenas ainda estão aprendendo a nomear o que sentem, compreender limites, esperar a vez, dividir brinquedos, lidar com frustrações e expressar necessidades.
Por isso, o trabalho socioemocional precisa estar presente no cotidiano da sala de aula de forma lúdica, acolhedora e intencional.
Confira algumas atividades possíveis.
Diário das emoções
As crianças podem usar imagens, cores ou emojis para indicar como se sentem em diferentes momentos do dia.
Mais do que registrar a emoção, é importante que o educador converse com elas sobre o que sentem e ajude a encontrar formas saudáveis de lidar com cada situação.
Essa prática contribui para o autoconhecimento e para a construção de repertório emocional.
Jogos colaborativos
Jogos em grupo ajudam as crianças a aprenderem a esperar, compartilhar, respeitar regras, lidar com vitórias e perdas e cooperar com os colegas.
Durante essas atividades, o professor pode mediar situações de conflito e incentivar atitudes como paciência, respeito e solidariedade.
Mímicas e dramatizações
Atividades de dramatização ajudam as crianças a reconhecerem sentimentos em si mesmas e nos outros.
O professor pode propor cenas simples, como:
- alguém perdeu um brinquedo;
- um colega está triste;
- uma criança quer participar de uma brincadeira;
- duas crianças querem o mesmo objeto.
Depois, a turma pode conversar sobre o que aconteceu, como cada personagem se sentiu e quais soluções seriam possíveis.
Desenhos e expressões artísticas
A arte é uma ferramenta poderosa para a expressão emocional.
Por meio de desenhos, pinturas, colagens e modelagens, as crianças conseguem comunicar sentimentos que nem sempre conseguem verbalizar.
Essa prática fortalece a sensibilidade, a criatividade, a identidade e os vínculos afetivos.
Quais são os principais desafios da educação socioemocional na escola?
Apesar de sua importância, implementar a educação socioemocional pode ser desafiador.
Muitas escolas reconhecem o valor do tema, mas encontram dificuldades para transformar essa intenção em prática contínua.
Entre os principais desafios estão:
- falta de clareza sobre o que trabalhar;
- ausência de planejamento progressivo;
- pouca formação docente;
- atividades pontuais sem continuidade;
- dificuldade de envolver as famílias;
- insegurança para avaliar competências socioemocionais;
- fragilidade na integração com o currículo;
- falta de recursos pedagógicos adequados.
Por isso, a educação socioemocional exige mais do que boas intenções. Ela precisa de estrutura.
Um programa estruturado pode apoiar a escola porque organiza objetivos, materiais, práticas, formação, acompanhamento e linguagem comum para toda a comunidade escolar.
Nesse contexto, o Conviver e Integrar funciona como um exemplo de solução que ajuda escolas a aplicarem a educação socioemocional de forma planejada, sem depender apenas de iniciativas isoladas, e independentemente da solução ou sistema de ensino que utiliza.
Como avaliar o desenvolvimento socioemocional dos alunos?
Avaliar competências socioemocionais não significa atribuir notas às emoções dos estudantes. O objetivo é observar avanços, identificar necessidades, orientar intervenções e apoiar o desenvolvimento dos alunos ao longo do tempo.
Algumas formas de acompanhamento incluem:
- observação em sala de aula;
- registros pedagógicos;
- portfólios;
- autoavaliações;
- rodas de conversa;
- rubricas descritivas;
- devolutivas qualitativas;
- acompanhamento de participação em projetos;
- diálogo com famílias e equipe pedagógica.
O mais importante é que a escola avalie o processo, e não apenas comportamentos isolados.
Por exemplo, em vez de registrar que um aluno “não sabe trabalhar em grupo”, a equipe pode observar quais situações geram dificuldade, quais estratégias já foram usadas e quais apoios podem ser oferecidos para desenvolver cooperação, comunicação e escuta.
Como envolver as famílias na educação socioemocional?
A educação socioemocional ganha mais força quando escola e família caminham juntas.
A família é o primeiro espaço de convivência da criança e tem papel essencial na construção de vínculos, valores, autonomia e apoio emocional. O material interno sobre família e escola destaca que a família oferece apoio, afeto, noções de convivência, relações afetivas e cognitivas, além de acolhimento e apoio emocional, aspectos relacionados à educação socioemocional.
Já a escola amplia esse processo por meio das interações sociais, do currículo, da mediação pedagógica e da convivência com diferentes pessoas.
Quando há diálogo entre escola e família, o estudante recebe mensagens mais coerentes e encontra mais apoio para lidar com desafios.
Algumas práticas ajudam a fortalecer essa parceria:
- compartilhar objetivos socioemocionais com as famílias;
- promover encontros formativos;
- criar canais de escuta;
- orientar responsáveis sobre como apoiar os filhos;
- valorizar avanços e não apenas comunicar problemas;
- envolver famílias em projetos escolares;
- manter comunicação clara e acolhedora.
O Conviver e Integrar considera essa relação uma parte importante do processo. Por isso, conta com conteúdos exclusivos para famílias e, nos anos iniciais, com o Livro da Família, que leva temas socioemocionais para dentro de casa e fortalece o vínculo entre escola e responsáveis.
“O que mais me chamou a atenção, foi realmente emocionante, foi o depoimento de algumas mães. Elas nos relataram que nunca tinham vivenciado isso numa escola, da escola se preocupar com o socioemocional, se preocupar com o todo da criança. Então isso realmente nos deixou muito felizes e com aquela sensação: valeu a pena!”
Karol Sampaio, Coordenadora Pedagógica – Colégio 3º Milênio
Por que adotar um programa estruturado para a sua escola?
A aplicação consistente da educação socioemocional exige continuidade, coerência e intencionalidade.
Por isso, muitas escolas optam por adotar programas estruturados que apoiam a implementação do trabalho socioemocional ao longo do ano.
Um programa estruturado pode contribuir para:
- organizar as competências a serem desenvolvidas;
- apoiar o planejamento pedagógico;
- oferecer materiais adequados por faixa etária;
- formar professores;
- integrar família e escola;
- acompanhar a evolução dos estudantes;
- fortalecer a cultura escolar;
- garantir progressão entre etapas;
- reduzir a dependência de ações pontuais.
O papel do Conviver e Integrar
O Conviver e Integrar é um programa de educação socioemocional desenvolvido pelo Poliedro Educação para apoiar escolas na formação integral dos estudantes.
Sua proposta é integrar a dimensão cognitiva à socioemocional, com foco no desenvolvimento intencional de competências como empatia, autoconhecimento, responsabilidade, colaboração, autonomia e tomada de decisão.
Um ponto importante é que o Conviver e Integrar se adapta a qualquer sistema de ensino. Por isso, pode ser adotado por escolas independentemente do sistema de ensino utilizado.
O Conviver e Integrar apoia a escola por meio de:
- materiais didáticos;
- trilhas formativas para professores;
- consultoria pedagógica;
- suporte contínuo;
- conteúdos para famílias;
- práticas alinhadas à BNCC;
- referência ao modelo CASEL;
- valorização do protagonismo docente.
Dessa forma, o programa ajuda a escola a desenvolver um trabalho socioemocional mais consistente, planejado e conectado à rotina pedagógica.
“Com o programa Conviver, as aulas de projeto de vida ganharam uma nova estrutura. Agora nós temos um escopo que nos permite ter um programa para desenvolvimento dessas habilidades socioemocionais, de forma que nós percebemos esse desenvolvimento com o passar das séries. Então, existe uma espiral desse desenvolvimento.“
Ana Luiza Fazolli, professora do Ensino Fundamental Anos Finais – Poliedro Colégio
Conviver e Integrar: o programa socioemocional para a sua escola
A educação socioemocional é uma parte essencial da formação integral dos estudantes. Quando bem planejada, ela fortalece a convivência, apoia a aprendizagem, desenvolve competências para a vida e contribui para uma cultura escolar mais acolhedora.
Mas, para que esse trabalho seja efetivo, é importante que a escola conte com uma proposta estruturada, consistente e alinhada à sua realidade.
O Conviver e Integrar foi desenvolvido pelo Poliedro Educação para apoiar escolas nesse processo. O programa oferece materiais didáticos, formação docente, consultoria pedagógica, suporte contínuo e conteúdos para famílias, ajudando a integrar a educação socioemocional à rotina escolar de forma prática e intencional.
Se a sua escola deseja fortalecer a formação integral dos estudantes e estruturar o trabalho socioemocional com segurança pedagógica, entre em contato com um especialista do Conviver e Integrar.

“A gente sempre estimula eles a colocarem em prática aquilo que eles aprendem. E realmente, o Conviver trouxe isso, de ajudar um pouquinho mais nessa ferramenta com a gente, de trazer o que eles aprendem para a vida deles. Isso foi importante.”
“As coisas dentro da sala de aula vem ficando muito mais tranquilas. A cooperação entre os estudantes, a resiliência, então a gente tem visto uma evolução bem grande entre os alunos.”
“Ele se inseriu melhor na rotina familiar. Ele conversa mais com a gente, está indo mais tranquilo. Eu acho que ele está mais organizado.
“É uma proposta muito interessante porque vai fazer até com que a criança consiga fazer uma reflexão. A gente vai dar nomes. Às vezes a criança não sabe nem o nome da emoção que ela está sentindo, então a gente vai construir esse trabalho emocional junto com a criança.”
“Ouvir o outro, o que o outro está sentindo, e tomar o cuidado do que ela vai falar e como ela vai falar. E eu vejo uma maturidade nela sendo desenvolvida nisso.”
“O que mais me chamou a atenção, foi realmente emocionante, foi o depoimento de algumas mães. Elas nos relataram que nunca tinham vivenciado isso numa escola, da escola se preocupar com o socioemocional, se preocupar com o todo da criança. Então isso realmente nos deixou muito felizes e com aquela sensação: valeu a pena!”
“Com o programa Conviver, as aulas de projeto de vida ganharam uma nova estrutura. Agora nós temos um escopo que nos permite ter um programa para desenvolvimento dessas habilidades socioemocionais, de forma que nós percebemos esse desenvolvimento com o passar das séries. Então, existe uma espiral desse desenvolvimento.“